sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

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Na escola

 

Entre os tantos temas fundamentais na educação básica, é preciso considerar o empreendedorismo como importante elemento formador para as gerações de estudantes desde as séries iniciais. Ao entender a motivação empreendedora, os alunos desenvolvem habilidades como a autonomia, o relacionamento em equipe, a importância das parcerias e o valor do trabalho. Constroem noções básicas de economia e consumo, além de matemática financeira e organização social.

 

Tendo esses princípios em vista, são muitos os modelos de educação empreendedora oferecidos, mundo afora, às crianças e aos jovens. No Distrito Federal, nas últimas décadas, houve muitas iniciativas nesse sentido, nas escolas públicas e no ensino privado – sempre com bastante sucesso. Na última semana, um colégio do DF venceu uma premiação nacional, oferecida pelo Sebrae, por levar aos estudantes das séries iniciais trabalhos como feira de empreendedorismo e o desenvolvimento de projetos juniores em produtos e serviços, envolvendo, inclusive, as famílias da comunidade escolar.

 

Todos sabemos a importância de se desenvolverem, ainda na infância, conceitos que contribuam para a sustentabilidade das sociedades e a realização pessoal e profissional. Compreender os arranjos produtivos deve fazer parte da formação básica para que os estudantes ampliem sua leitura de mundo, valorizem as profissões, desenvolvam a vontade de crescer dentro e fora da escola. Como resultado de tudo isso, teremos novas gerações de brasileiros que valorizam o dinheiro e sua justa distribuição nas sociedades e que percebam que só o trabalho é capaz de construir a riqueza de um país. Esse é o Brasil que queremos ter – onde crianças, jovens e adultos sejam empreendedores se si mesmos e promovam as ações cidadãs para um resultado coletivo sempre melhor.

 

Luís Afonso Bermúdez

Professor titular e decano de Administração da Universidade de Brasília. Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE no DF.

Inovar e ser criativo

Os milhões de jovens e outros profissionais que ingressam agora ou que já estão no mercado de trabalho brasileiro têm, todos os dias, a missão de avaliar seus caminhos e objetivos profissionais – o que não é tarefa fácil. E, certamente, por diversas dessas mentes passa a ideia de que empreender é uma maneira de se tornar dono de seus passos e, com isso, estar mais próximo do sucesso. Esse sucesso almejado com a decisão de empreender, porém, não cai do céu: é preciso inovar, capacitar-se e ser criativo perante um mercado bastante competitivo.

Mesmo diante de cenários nem sempre convidativos, o papel do empreendedor é buscar seu espaço, firmar-se como empresário e, assim, gerar emprego e renda. Trata-se de um olhar constantemente atento às oportunidades e, mais do que isso, ao dinamismo do mundo globalizado em que vivemos. Se existem formas de se aprimorar em sua área, como cursos e outros treinamentos, elas devem ser aproveitadas em prol do negócio. Se tecnologia e inovação fazem a diferença em seu mercado, é preciso atualização e investimento. Se o cenário parece difícil e hermético, é necessário ser criativo e acreditar em novos rumos para se chegar a melhores patamares de aceitação do produto ou do serviço oferecidos.

A tarefa de empreender não é fácil. Porém, trata-se de uma escolha proativa, que não depende de que oportunidades gratuitamente batam à porta. Ao contrário disso, o empreendedor é um guerreiro que enfrenta lutas para se firmar e crescer. É o inventor que acredita mais no seu invento. É o criador de caminhos para alcançar rumos que, muitas vezes, somente ele vislumbra. É o atleta que corre e pula barreiras para obter medalhas e vitórias. É o profissional que, em lugar de lamentar a ausência da vaga de trabalho pretendida, arregaça as mangas e transforma seu sonho em realidade.

Luís Afonso Bermúdez

Professor titular e decano de Administração da Universidade de Brasília. Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE no DF.

12/03/2015

Uma primavera de oportunidades

No próximo dia 23, chega a primavera, estação conhecida como tempo de alegria e renovação. Tradicionalmente, a primavera abre portas para festas, turismo, eventos, lançamentos e novidades em geral. Assim, para os que já são empresários ou querem montar os próprios negócios, a estação pode ser o período ideal para buscarem-se oportunidades de inovar com produtos e serviços que acertem em cheio as necessidades da sociedade.

Nesse sentido, o Sebrae no DF lançou, durante a 23ª Feira do Empreendedor, no mês passado, 50 oportunidades de negócios, fruto de estudos e pesquisas sobre as cadeias produtivas, os serviços e as necessidades para as quais a sociedade aponta. No mapeamento, não faltam ideias nos setores de agronegócios, comércio, indústria, serviços e para microempreendedores individuais – todos apontados como negócios em condições favoráveis de investimento e retorno.

Porém, cabe também às pessoas dotadas de espírito empreendedor enxergar em seu círculo de influência, nas conversas com amigos, nas dificuldades enfrentadas no dia a dia e na leitura social, as tantas oportunidades de negócios que estão ao seu redor. Elas podem surgir como solução para um problema novo, como avanço tecnológico ou como inovação a um método ultrapassado. Todas as grandes ideias nasceram, ao longo da história, no atendimento às necessidades de desenvolvimento das pessoas ou das sociedades e se consolidaram pelo sucesso que fizeram em seu momento e em seu lugar.

Assim, somando-se as cores da estação que chega ao espírito inquieto dos que buscam saídas, bons negócios podem surgir nos próximos tempos. É a primavera de oportunidades batendo às portas na hora em que brasileiros dos quatro cantos deste País continente querem e precisam de novos ares para a mudança do cenário nacional.  

Luís Afonso Bermúdez

Professor titular e decano de Administração da Universidade de Brasília. Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF

Melhores práticas

Reconhecer experiências exitosas e, ao mesmo tempo, contribuir para melhorias na condução dos pequenos negócios são estratégias que movem o MPE Brasil – Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, que tem suas inscrições abertas até o dia 31 de julho. Trata-se de uma oportunidade imperdível para empreendedores que querem fazer parte de um grupo da elite que busca obter, no difícil cenário que o País atravessa informações que possam abrir novos caminhos para tornar a empresa mais competitiva.

Realizado pelo SEBRAE, pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) e pela Gerdau, com o apoio técnico da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), o Prêmio MPE Brasil tem o objetivo de disseminar boas práticas no modelo de gestão das micro e pequenas empresas. O reconhecimento é concedido anualmente às empresas que têm, como destaque, práticas de gestão, comportamento empreendedor do empresário, responsabilidade social ou inovação. O ciclo é percorrido nos níveis estadual/distrital, regional e nacional, culminando, na última instância, com prêmio que corresponde a uma missão nacional que visita empresas de destaque em gestão, participa de palestras e realiza encontros com outros empresários na mesma situação de maturidade.

Como ferramenta para essa participação, basta o empresário interessado preencher gratuitamente um questionário de auto avaliação de seu negócio, que tem, como resultado, um levantamento de pontos fortes da organização e de oportunidades de melhoria para ela. No ano passado, foram 95 mil as empresas que concorreram, em todo o Brasil, nas categorias Agronegócio, Comércio, Indústria, Serviços, Serviços de Educação, Serviços de Saúde, Serviços de Tecnologia da Informação e Serviços de Turismo, além do Destaque em Boas Práticas de Responsabilidade Social e Destaque de Inovação. Porém, a vitória foi de todos os participantes, que abriram suas portas para melhorias na gestão do seu negócio.

Luís Afonso Bermúdez

Professor titular e decano de Administração da Universidade de Brasília. Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE no DF.