Na escola
Entre os tantos temas fundamentais na educação básica, é preciso
considerar o empreendedorismo como importante elemento formador para as
gerações de estudantes desde as séries iniciais. Ao entender a motivação empreendedora,
os alunos desenvolvem habilidades como a autonomia, o relacionamento em equipe,
a importância das parcerias e o valor do trabalho. Constroem noções básicas de
economia e consumo, além de matemática financeira e organização social.
Tendo esses princípios em vista, são muitos os modelos de educação
empreendedora oferecidos, mundo afora, às crianças e aos jovens. No Distrito
Federal, nas últimas décadas, houve muitas iniciativas nesse sentido, nas
escolas públicas e no ensino privado – sempre com bastante sucesso. Na última
semana, um colégio do DF venceu uma premiação nacional, oferecida pelo Sebrae,
por levar aos estudantes das séries iniciais trabalhos como feira de
empreendedorismo e o desenvolvimento de projetos juniores em produtos e
serviços, envolvendo, inclusive, as famílias da comunidade escolar.
Todos sabemos a importância de se desenvolverem, ainda na infância,
conceitos que contribuam para a sustentabilidade das sociedades e a realização
pessoal e profissional. Compreender os arranjos produtivos deve fazer parte da
formação básica para que os estudantes ampliem sua leitura de mundo, valorizem
as profissões, desenvolvam a vontade de crescer dentro e fora da escola. Como
resultado de tudo isso, teremos novas gerações de brasileiros que valorizam o
dinheiro e sua justa distribuição nas sociedades e que percebam que só o
trabalho é capaz de construir a riqueza de um país. Esse é o Brasil que
queremos ter – onde crianças, jovens e adultos sejam empreendedores se si
mesmos e promovam as ações cidadãs para um resultado coletivo sempre melhor.
Luís Afonso Bermúdez
Professor titular e
decano de Administração da Universidade de Brasília. Presidente do Conselho
Deliberativo do SEBRAE no DF.
Inovar e ser criativo
Os milhões de jovens e outros
profissionais que ingressam agora ou que já estão no mercado de trabalho
brasileiro têm, todos os dias, a missão de avaliar seus caminhos e objetivos
profissionais – o que não é tarefa fácil. E, certamente, por diversas dessas
mentes passa a ideia de que empreender é uma maneira de se tornar dono de seus
passos e, com isso, estar mais próximo do sucesso. Esse sucesso almejado com a
decisão de empreender, porém, não cai do céu: é preciso inovar, capacitar-se e
ser criativo perante um mercado bastante competitivo.
Mesmo diante de cenários nem
sempre convidativos, o papel do empreendedor é buscar seu espaço, firmar-se
como empresário e, assim, gerar emprego e renda. Trata-se de um olhar
constantemente atento às oportunidades e, mais do que isso, ao dinamismo do
mundo globalizado em que vivemos. Se existem formas de se aprimorar em sua
área, como cursos e outros treinamentos, elas devem ser aproveitadas em prol do
negócio. Se tecnologia e inovação fazem a diferença em seu mercado, é preciso
atualização e investimento. Se o cenário parece difícil e hermético, é
necessário ser criativo e acreditar em novos rumos para se chegar a melhores
patamares de aceitação do produto ou do serviço oferecidos.
A tarefa de empreender não é
fácil. Porém, trata-se de uma escolha proativa, que não depende de que
oportunidades gratuitamente batam à porta. Ao contrário disso, o empreendedor é
um guerreiro que enfrenta lutas para se firmar e crescer. É o inventor que
acredita mais no seu invento. É o criador de caminhos para alcançar rumos que,
muitas vezes, somente ele vislumbra. É o atleta que corre e pula barreiras para
obter medalhas e vitórias. É o profissional que, em lugar de lamentar a
ausência da vaga de trabalho pretendida, arregaça as mangas e transforma seu
sonho em realidade.
Luís Afonso Bermúdez
Professor titular e
decano de Administração da Universidade de Brasília. Presidente do Conselho
Deliberativo do SEBRAE no DF.
12/03/2015
Uma primavera de oportunidades
No
próximo dia 23, chega a primavera, estação conhecida como tempo de alegria e
renovação. Tradicionalmente, a primavera abre portas para festas, turismo,
eventos, lançamentos e novidades em geral. Assim, para os que já são
empresários ou querem montar os próprios negócios, a estação pode ser o período
ideal para buscarem-se oportunidades de inovar com produtos e serviços que
acertem em cheio as necessidades da sociedade.
Nesse
sentido, o Sebrae no DF lançou, durante a 23ª Feira do Empreendedor, no mês
passado, 50 oportunidades de negócios, fruto de estudos e pesquisas sobre as
cadeias produtivas, os serviços e as necessidades para as quais a sociedade
aponta. No mapeamento, não faltam ideias nos setores
de agronegócios, comércio, indústria, serviços e para microempreendedores
individuais – todos apontados como negócios em condições favoráveis de
investimento e retorno.
Porém, cabe também às pessoas
dotadas de espírito empreendedor enxergar em seu círculo de influência, nas
conversas com amigos, nas dificuldades enfrentadas no dia a dia e na leitura
social, as tantas oportunidades de negócios que estão ao seu redor. Elas podem
surgir como solução para um problema novo, como avanço tecnológico ou como
inovação a um método ultrapassado. Todas as grandes ideias nasceram, ao longo
da história, no atendimento às necessidades de desenvolvimento das pessoas ou
das sociedades e se consolidaram pelo sucesso que fizeram em seu momento e em
seu lugar.
Assim, somando-se as cores da
estação que chega ao espírito inquieto dos que buscam saídas, bons negócios
podem surgir nos próximos tempos. É a primavera de oportunidades batendo às
portas na hora em que brasileiros dos quatro cantos deste País continente
querem e precisam de novos ares para a mudança do cenário nacional.
Luís Afonso Bermúdez
Professor titular e decano de Administração da
Universidade de Brasília. Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF
Melhores práticas
Reconhecer
experiências exitosas e, ao mesmo tempo, contribuir para melhorias na condução
dos pequenos negócios são estratégias que movem o MPE Brasil – Prêmio de
Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, que tem suas inscrições abertas
até o dia 31 de julho. Trata-se de uma oportunidade imperdível para
empreendedores que querem fazer parte de um grupo da elite que busca obter, no difícil
cenário que o País atravessa informações que possam abrir novos caminhos para
tornar a empresa mais competitiva.
Realizado
pelo SEBRAE, pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) e pela Gerdau, com o apoio
técnico da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), o Prêmio MPE Brasil tem o
objetivo de disseminar boas práticas no modelo de gestão das micro e pequenas
empresas. O reconhecimento é concedido anualmente às empresas que têm, como
destaque, práticas de gestão, comportamento empreendedor do empresário,
responsabilidade social ou inovação. O ciclo é percorrido nos níveis
estadual/distrital, regional e nacional, culminando, na última instância, com
prêmio que corresponde a uma missão nacional que visita empresas de destaque em
gestão, participa de palestras e realiza encontros com outros empresários na
mesma situação de maturidade.
Como
ferramenta para essa participação, basta o empresário interessado preencher
gratuitamente um questionário de auto avaliação de seu negócio, que tem, como
resultado, um levantamento de pontos fortes da organização e de oportunidades
de melhoria para ela. No ano passado, foram 95 mil as empresas que concorreram,
em todo o Brasil, nas categorias Agronegócio,
Comércio, Indústria, Serviços, Serviços de Educação, Serviços de Saúde,
Serviços de Tecnologia da Informação e Serviços de Turismo, além do Destaque em
Boas Práticas de Responsabilidade Social e Destaque de Inovação. Porém, a
vitória foi de todos os participantes, que abriram suas portas para melhorias
na gestão do seu negócio.
Luís Afonso Bermúdez
Professor titular e decano de Administração da
Universidade de Brasília. Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE no DF.







